AS DROGAS MATAM

O TABACO PODE MATAR

Você pode escolher: A VIDA É SUA!


Domingo, 10.04.11

Quem poderia adivinhar o que havia dentro do pacote que apareceu no sítio?

Há coisa de dois ou três meses apareceu, no portão do sítio, um pacote grande, embrulhado num saco de lixo preto. Ninguém viu quem trouxe. Amanheceu e estava lá.
Assim que foi notado, ficaram todos da casa, bípedes e quadrúpedes, muito cabreiros com a sua presença. Nos dias de hoje, ninguém vê com confiança ou simpatia pacotes grandes, embrulhados em sacos de lixo pretos.

Os cachorros cheiraram e latiram, os gatos mantiveram distância, o Dirceu olhou de longe, cutucou com uma vareta, chamou Mamãe.
O conteúdo parecia ser duro, sólido, como madeira. Não era nada morto, com certeza. E não parecia ser bomba, muito embora ninguém da família tenha a mais remota idéia de como seja uma bomba, salvo pelo que se vê no cinema e nos desenhos animados.

Finalmente, depois de mais cutucadas e de muita hesitação, o pacote foi trazido para dentro, e aberto com o cuidado que a desconfiança recomendava.
Quando o conteúdo se revelou, surpresa total: quem poderia imaginar que um poema roubado há 30 anos voltasse ao lar daquela maneira?!

* * *
Quando o sítio ficou pronto, em princípios dos anos 60, uma das primeiras providências dos meus pais foi espalhar pelo jardim e pela floresta uma dúzia de poemas. Papai os selecionava, Mamãe os pintava em tabuletas e ambos escolhiam juntos, com capricho, as árvores e os cantinhos onde seriam expostos.
Passear pelo sítio era como entrar numa pequena antologia sentimental.

Com o tempo, as tabuletas foram sumindo. Algumas queimaram junto com as suas árvores nos incêndios que, há alguns anos, eram comuns na região e que, apesar dos esforços do pessoal lá de casa, eventualmente atingiam partes do terreno. Outras foram vítimas do tempo. A maioria, porém, desapareceu sem deixar vestígios.

* * *
O poema devolvido chama-se "Casa antiga", foi escrito em 1964 por minha madrinha Cecília Meireles e dedicado a Nora e Paulo Rónai:

Forrarei tua casa já tão antiga
Com um papel que imita as paredes de tijolo.
Ficará tão lindo como se estivéssemos na Holanda.

Forrarei tua casa assim, mas por dentro,
De modo que, longe de todas as vistas,
Será como se estivéssemos ao ar livre, no jardim.

E deixarei uma parede quebrada ? não uma porta, não uma janela:
Uma parede quebrada por onde passe um ramo de goiabeira
Carregado de flores e vespas.

Parecerá que estamos sonhando,
E estamos sonhando mesmo,
E parecerá que estamos vivendo,
E a vida não é mesmo um sonho impossível?

* * *
Dentro do pacote, junto com a tabuleta, veio um bilhete escrito em letra pouco cultivada, na folha arrancada de um caderno.
Dizia o seguinte:
"Quando era menino achei este quadro lindo, pelo poema. Peço perdão por ter roubado este quadro. Hoje sinto necessidade de devolvê-lo. Sinto-me envergonhado pela minha atitude. Mais era só um menino.
Peço perdão a Deus e a vocês. E que vocês também consigam perdoar."

Não havia nome, assinatura, nada. Ficamos com muita pena, pois teríamos gostado de conhecer e abraçar o menino antigo que roubou o poema e o homem correto que o devolveu, passados tantos anos. Mal sabe ele que nos deu um presente muito maior do que o que levou: um mundo onde crianças roubam poemas e adultos os devolvem é um mundo de beleza e de esperança.
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(O Globo, Segundo Caderno, 4.1.2006)
Cora Ronai

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publicado por LauraBM às 15:32 | link do post | E custa, comentar neste blog? | favorito

Sábado, 10.04.10

A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar ao esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se.
Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
-1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer.
A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore.
A Alegria correu para o meio do jardim.
Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder.
A Inveja acompanhou o Triunfo e  escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra.
A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam-se escondendo.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- CEM! - gritou a Loucura.
- Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais, queria saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder.
E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto.
A Loucura começou a procurá-lo.
Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou num pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritava por ter furado o olho com um espinho.
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre.
O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre.

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24/11/2005

Artigo recebido via Internet, s/autoria


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publicado por LauraBM às 16:33 | link do post | E custa, comentar neste blog? | favorito

Sexta-feira, 10.04.09
Entre um sapato e outro... algum tempo se passou!
 
Um dia, meu filho, você foi frágil, absolutamente indefeso e dependia de seus pais nos mínimos detalhes!
Estava nos seus primeiros contatos com o mundo! Sorria de todas as coisas e chorava com intensa facilidade. Era tudo muito mágico!
 
Em nossos braços, você encontrava a segurança e secava suas lágrimas. Lágrimas de "birra", de malcriação, de pequenos tombos que não doíam tanto assim, mas, você só parava de chorar, quando se encolhia em nosso abraço.
Agora, você já não vem correndo indefeso! Seu olhar infantil e desprotegido, cedeu lugar a um jeito todo diferente de ser! A vida fez você crescer e como cresceu! Se tornou auto-suficiente! (ou pensa que se tornou) E olha pra gente como se o mundo fosse todo seu e a razão estivesse sempre do seu lado. Calma, meu filho! Em parte, você tem razão! Mas só em parte!
O mundo é todo nosso sim, embora, muitas das vezes tenhamos que encarar as diversas situações da vida, com uma "overdose" de humildade. Mas... os jovens só entendem isso, quando já não são tão jovens!
E a razão, meu filho, nunca é de ninguém, por que a cada minuto, há sempre um novo detalhe para aprendermos!
Agora, você já não nos procura mais, após os "tombos da vida". E se lágrimas rolam, você já não nos deixa secá-las! Afinal, uma pessoa adulta, não corre para os pais... isso é coisa de criança, não é mesmo? (ou não?)
O seu contato com a vida, no presente, é muito mais real e já não precisa tanto do nosso olhar protetor!
Se observarmos pelo lado prático... esses sapatos que você está usando no momento, oferecem muito mais segurança e é de cima deles que você agora vê o mundo.
Traga com esses novos passos, a bagagem linda que sempre procuramos lhe passar. Por mais que a vida às vezes seja confusa, e nem sempre, exatamente do jeito que a gente gostaria que fosse.
Ainda assim, filho... vale a pena cair... levantar... aprender... rir... chorar... saber agradecer! Vale a pena viver! Você pode fazer da sua vida, uma canção!
Você pode e deve ser um vencedor!
 
É importante você ter consciência da sua missão no mundo e fazer dela, tudo o que souber e puder para crescer como ser humano. Não deixando de lado, em nenhum momento, a humildade! Por que com ela, você viverá também momentos de sabedoria!
Não deve esquecer o respeito e a capacidade de ouvir o próximo. Saiba discernir, seja justo e tenha muita Fé!
É importante, meu filho... trazer também na sua bagagem, algo chamado TERNURA! Ela cabe em qualquer cantinho! No coração, no olhar... ela vai lhe fazer muito bem!
O que dizer... entre um sapato e outro? Tantas coisas...
Saiba que... o nosso olhar ainda é o mesmo... protetor... (os pais são assim!)
O nosso abraço, ainda está aqui, esperando você, em "qualquer tombo".
O nosso jeito bobo de ser... entre um sapato e outro, continua o mesmo... por que somos seus pais... e será sempre maravilhoso ter você como nosso filho!
"Filho, como posso ajudá-lo a ver? Posso lhe oferecer
meus ombros para você subir? Agora você está vendo mais
longe do que eu. Agora você vê por nós dois.
Não quer me dizer o que está vendo?"
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(H.J.Brown)   

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publicado por LauraBM às 18:21 | link do post | E custa, comentar neste blog? | favorito

Quinta-feira, 10.04.08
Eu e esta minha dificuldade para entender a pintura!!!! Valha-me Deus!
Porque será que «isto» poderá vir a ser o quadro mais caro de artista vivo?
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Laura B. Martins
O quadro do artista britânico Lucian Freud - que deve arrematar mais de R$56 milhões no mês que vem, tornando-se a mais cara obra de um artista vivo - ganhou 20 libras, cerca de R$ 66, por dia para posar nua.
No entanto, em entrevista à BBC, a londrina Sue Tilley, que na época trabalhava como fiscal de benefícios pagos pelo governo, disse que não era o dinheiro que a motivava, mas sim os "adoráveis almoços" e a convivência com o artista.
 
O trabalho executado em 1995, "Supervisora de Benefícios Dormindo", pode se transformar na obra mais cara já vendida por um artista em vida quando for a leilão na Christie's de Nova York no mês que vem.
Tilley hoje trabalha como gerente de um centro de empregos do governo, brincou sobre o fato de ter se tornado uma espécie de celebridade.
Neste sábado, o retrato dela pintado por Freud foi estampado na capa do sisudo diário britânico Financial Times.
Freud levou nove meses para completar a pintura, período em que a modelo teve acesso à intimidade do artista.
"Foi simplesmente fantástico. Sabe, tantas pessoas adorariam ter essa experiência, trabalhar com um artista tão importante, bater papo com ele, descobrir coisas sobre ele e ver o que ele faz", afirma Tilley.
Ela disse ainda que nessa época, o artista trabalhava em três ou quatro quadros ao mesmo tempo, com outras modelos.
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fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese

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publicado por LauraBM às 18:07 | link do post | E custa, comentar neste blog? | favorito

Sábado, 07.04.07

rapaz_vendedor.jpgMeus amigos,
Foram três mortes hoje. Dei o dia por desgraçado e perdido.
Mas precisei descer ao supermercado e, na saída, vi um rapaz sentado na calçada, com a
cabeça entre as mãos e eu ia passar directo, pensando que ele estivesse apenas cansado, porém notei que ele soluçava. Larguei minhas sacolas e tratei de acudi-lo. Juntou gente e comecei o interrogatório. Você foi assaltado, alguém morreu, vc brigou com a namorada, está com fome, está doente, esse punhado de lixas e pinças que vc tem na mão são para vender? E ele não reagia. Todo mundo esperando e dando palpites, querendo até chamar uma ambulância.

Resolvi ser enérgica, embora lhe afagasse a cabeça:
- Ou você fala, ou eu vou embora e todo mundo vai.
Ele levantou a cabeça, por fim, e fui arrancando as palavras.
Jeová, quinze anos de idade, estudante, nunca foi vendedor. A mãe o mandou à rua com
aquele punhado de lixas e pinças para vender, porque eles estavam sem gás de cozinha. E acontece que ele não havia vendido nada e não tinha coragem de voltar para casa.

Aí sim, foi a coisa mais linda. Todo mundo comprou os pacotinhos (cinco lixas e uma
pinça), os que passavam e ficavam sabendo da coisa também compravam, alguém lhe
deu iogurte e biscoitos. Mas isso é o de menos. Várias mulheres se abaixaram para
encorajá-lo, fazendo verdadeiros discursos. Quando saí, outras ficaram lá, como mães
consolando um filho.

Salvaram o meu dia. Aposto como aquele menino não sabia que existia tanta gente boa
no mundo. E eu também não.
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22/02/2007
Ana Suzuki
http://literaturanotrem.zip.net

NOTA:
Há dias assim, minha amiga! Parece o n/mundo a desabar. Depois... qualquer coisa acontece que nos deixa com vontade de continuar. Mal de nós se assim não fosse porque o número de suicídios aumentaria.
Mas eu ainda acredito que a tal «qualquer coisa» que acontece, é a n/vontade de viver e a força de ânimo para seguir em frente que faz acontecer. As banalidades que todos presenciam, tratamos de as transformar em algo valioso pelo qual vale a pena viver.
Os fortes são assim! Dos fracos não reza a história!
Bjs
Laura


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Segunda-feira, 10.04.06

gemeas.gifUma inglesa negra com ancestrais brancos deu à luz a estas gémeas em 2005, uma negra e a outra branca. Tanto a mãe, Kylie Hodgson, 19 anos, quanto o marido, Remi Horder, 17 anos, são filhos de casais mistos (Negro E Branco).
As chances de nascimento de gémeas assim eram de uma em uma milhão,
Segundo especialistas em fertilidade a explicação é de que um espermatozóide com genes exclusivamente da raça branca fecundou um óvulo do mesmo tipo, enquanto outro espermatozóide com genes da raça negra fecundou o outro óvulo com genes dos ancestrais negros, o que resultou no nascimento dessas duas gracinhas.


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Quinta-feira, 01.12.05

cadeirarodas_preta.jpg(minha amiga Janice Silveira - uma lutadora que muito prezo - luta pelos direitos... seus e de todos)

"Gazeta do Povo" (caderno Construção e Decoração)
Uma das matérias publicadas hoje foi escrita pela jornalista Pollianna Milan e tem este início:

Acesso para todos

Detalhes fazem muita diferença para pessoas com dificuldades de locomoção.
A escritora Janice Maria da Silveira é um exemplo de perseverança e dedicação.
Presa a uma cadeira de rodas há cerca de sete anos em função de uma doença neurológica, ela passou a se dedicar à literatura, descrevendo preconceitos, tabus e inverdades que envolvem as pessoas com deficiências.
Mas as barreiras culturais não foram as únicas que ela encontrou: por gostar muito de participar de congressos e eventos, Janice afirma que sente muita dificuldade para ter garantido um direito de todos, o de ir e vir.
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15/04/2005
Janice.silveira@terra.com.br
http://planeta.terra.com.br/arte/janice/


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Terça-feira, 05.04.05

caneta_coracaopulsar.gif
Num processo de selecção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?"
A redacção abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele, com certeza, será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.


REDAÇÃO VENCEDORA:

"Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ónibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando e já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr do sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração... E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
- Qual a sua experiência? Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?
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texto recebido via Internet, s/autoria


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Sábado, 03.04.04

maq.escrever_antiga.gifOuve só esta:
A gente esvaziando a casa da falecida tia, neste Carnaval. Móvel, roupa de cama, louça, quadro, livro.
Aquela confusão, quando ouço dois dos meus filhos me chamarem.
- Mãe! Mãeeeeeeeeeeeee!
- Faaala.
- A gente achou uma coisa incrível. Se ninguém quiser, pode ficar para a gente? Hein?
- Depende. Que é?
Os dois falavam juntos, animadíssimos. - Ééé... uma máquina, mãe. - É só uma máquina meio velha. - É, mas funciona, está óptima!
Minha filha interrompeu o irmão mais novo, dando uma explicação melhor.
- Deixa que eu falo: é assim, é uma máquina, tipo um... teclado de computador, sabe só o teclado? Só o lugar que escreve?
- Sei.
- Então. Essa máquina tem assim, tipo... uma impressora, ligada nesse teclado, mas assim, ligada directo, sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita... Ela ia se animando, os olhos brilhando. - ... e a máquina imprime directo na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito legal! Directo, na mesma hora, eu juro!
Eu não sabia o que falar. Eu juro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, de menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever. Era isso mesmo?
- ... entendeu mãe?... zupt, a gente escreve e imprime, a gente até vê a impressão tipo na hora, e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, esperar hooooras, entrar no Word, de escrever olhando na tela, mandar para a impressora, esse monte de máquina, de ter que ter até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe!
É muuuito legal, e nem precisa de colocar na tomada! Funciona sem energia e escreve directo na folha da impressora!
- Nossa, filha...
- ... só tem duas coisas: não dá para trocar a fonte nem aumentar a letra, mas não tem problema.
Vem, que a gente vai te mostrar. Vem...
Eu parei e olhei, pasma, a máquina velha. Eles davam pulinhos de alegria.
- Mãe. Será que alguém da família vai querer? Hein?
Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo para ninguém querer para a gente poder levar lá para casa, isso é o máximo! O máximo!
Bem, enquanto estou aqui, neste 'teclado', estou ouvindo o plec-plec da tal máquina, que, claro, ninguém da família quis, mas que aqui em casa já deu até briga, de tanto que já foi usada.
Está no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos 'impressos na hora' por eles.
Incrível, eles dizem, plec-plec-plec, muito legal, plec-plec-plec.
Eu e o Zé estamos até pensando em comprar outras, uma para cada filho!
Mas, pensa bem se não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai directo, do teclado para o papel, e sem tomada! Céus, que coisa!
(Mário Prata)


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R O D A P É

E se o Windows o atrapalhar...

...

PENSAMENTOS

Ninguém é tão feio como na identidade,

tão bonito como no Orkut,

tão feliz como no Facebook,

tão simpático como no Twitter,

tão ausente como no Skype,
tão ocupado como no MSN

nem tão bom como no Curriculum Vitae!!!

(from 'Yang N Cris')

Aquele que ao longo do dia

é activo como uma abelha,

forte como um touro,

trabalha que nem um cavalo

e ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão,

deveria consultar um veterinário
porque é bem possível que seja burro.

(anónimo)

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A atrevidinha da claque!!!!!

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